Estes dias, estive intercambiando informações com familiares
consanguíneos que são umbandistas mas de
outros terreiros e estávamos comentando sobre o estudo dentro da religião.
Temos visto consulentes umbandistas que chegam a nossas casas sem um mínimo de
conhecimento sobre a vida religiosa e espiritual que exercem. São pessoas com
10, 15, 20 anos de trabalhos mediúnicos que não sabem um mínimo da religião que
professam e vem até os guias de outra casa buscar esclarecimento.
Isso é alarmante e preocupante. Será que os responsáveis por
esses médiuns confusos não dão a devida atenção a este fato? Como pode um médium
trabalhar sem a devida bagagem de conhecimento? E a pergunta mais relevante. Como amar ou até
mesmo vivenciar uma religião que não se conhece bem? Estes médiuns ficam
desprotegidos sem entender e sem saber como se defenderem de uma demanda, de
uma mandinga ou um simples pensamento negativo. Tornam-se médiuns medíocres sem
engrandecimento moral aos olhos de Olorum. São meros espectadores de uma opera
sem sentido estrelado por seus guias. Verdadeiras
páginas de um livro em branco que nenhuma historia têm para contar. E nossa
historia é passada de “pai para filho”. O grande conhecimento, como em todo mistério
da vida, não é encontrado escrito por ai em algum “manual de umbanda”.
O mais triste disso tudo é conseguir entender o porquê de
nossa religião permanecer nesse limbo da sociedade como pratica de pessoas
atrasadas e ignorantes. Está na hora de mudarmos esse cenário e preocuparmos mais
com a base da nossa religião que é o crescimento espiritual.
Médiuns em geral, entendam que se vocês não gostam de buscar
conhecimento para se melhorarem o mais prudente é se desligar dos trabalhos mediúnicos.
O médium tem obrigação de trabalhar para a sua própria iluminação.
Médiuns Umbandistas entendam que pela lei de Umbanda somos
aprendizes que temos por dever buscar nosso engrandecimento e por consequência engrandecer
o nome de nossa religião.
Alguns podem dizer que com suas vivencias somada com os
ensinamentos dos guias lhe basta para se instruir e ajudar o próximo. Não seja
tão presunçoso e vaidoso ao se conformar com o mínimo. Arregace suas manas e se
prepare, pois a batalha é longa. Um guerreiro mal preparado é o primeiro a ser
abatido na guerra. Chegou a hora de deixar de lado o comodismo e mostrar que
pela Umbanda vale tudo isso e muito mais.
Como nosso hino bem diz:
“Avante filhos de fé.
Como a nossa lei não há.
Levando ao mundo inteiro a bandeira de Oxalá”
Hasteiem suas bandeiras, ergam suas espadas. Empunhem seus
escudos e declaremos guerra a ignorância e a preguiça. Pois como disse um
conhecido sacerdote umbandista: “A umbanda não é religião para gente mole. A
umbanda é religião para gente de garra”.
Que a sabedoria de Oxalá e a força da mudança de Ogun nós
levem a planos mais elevados.
Que assim seja. Que assim será.
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